O Alcance de nossa Visão
Quatro crianças brincavam juntas, e cada uma resolveu contar suas vantagens, como só acontece em ocasiões como esta. Acrescente-se que todas moravam no mesmo edifício.
A primeira disse:
- Eu moro no primeiro andar e enxergo até o mato que esta lá adiante, nos fundos do edifício.
A segunda afirmou:
- Eu moro no segundo andar e enxergo por cima daquele mato e vejo a lagoa que está bem mais longe.
A terceira criança sentenciou:
- Pois eu moro no terceiro andar e enxergo o mais longe de todos: por cima do mato e além da lagoa. Eu vejo lá nos fundos, no horizonte, o mar... Parece que toca o céu.
Aí os três se viraram para o quarto menino - tinha esquecido de dizer que eram quatro guris -, que era o filho do zelador, cuja moradia era no porão do edifício, - e perguntaram para ele:
- E você enxerga até onde?
Retraído, humilde por sua condição social, a quarta criança respondeu aos amiguinhos:
- Sabe, eu de noite abro a janela, olho para o céu e vejo as estrelas...
Graças a Deus o alcance da visão humana não pode ser determinado pela condição social, nem é por ela garantida, assim como a dignidade de uma pessoa não pode ser medida a partir dos bens que possui ou do status que ostenta.
Que a visão de todos possa alcançar as estrelas...
“Derramarei o meu Espírito sobre todas as pessoas... Os jovens terão visões, e os velhos sonharão, assim diz o Senhor.” Atos 2. 17 |