Um exercício para a LIBERDADE

 

Quando você fala em liberdade, no que você pensa? A liberdade é uma característica do ser cristão. Martin Lutero escreve: “O cristão é um senhor livre de tudo, a ninguém sujeito.” A liberdade para a pessoa cristã é total, envolve toda a vida. Lutero continua: “O cristão é um servo dedicado de tudo, a todos sujeito.” E agora ele parece falar da pessoa cristã como prisioneira, parece falar de servidão. Na verdade Lutero fala da liberdade total que nos permite servir ao próximo.

A liberdade é presente que recebemos de Deus. Na cruz de Cristo ele nos liberta de todo o medo e nos alcança com todo o seu amor e paz para o mundo. Por isso o apóstolo Paulo escreve: Cristo nos libertou para que sejamos de fato livres. ”Por isso, continuem firmes nessa liberdade e não se tornem novamente escravos.” (Gálatas 5.1).

Como alguém que é livre pode se tornar escravo? O que nos escraviza? Se alguém é incapaz de parar de beber, fumar, jogar, emitir preconceitos raciais ou morais, por exemplo, está se tornando dependente. Se consegue deixar disso, ao menos por um tempo, é livre. Se não, é escravo.

Uma das parábolas de Jesus que melhor explica como Deus nos abriga em sua liberdade, nos acolhendo em sua misericórdia, é a parábola do Pai amoroso no Evangelho de Lucas 15.11-24. A letra de uma música da banda Jota Quest nos ajuda a meditar com a parábola na liberdade total que Deus nos dá.

Te tenho com a certeza de que você pode ir.
Te amo com a certeza de que irá voltar, pra gente ser feliz.
Você surgiu e juntos conseguimos ir mais longe.
Você dividiu comigo a sua história e me ajudou a construir a minha.
Hoje mais do que nunca somos dois. A nossa liberdade é o que nos prende.

Viva todo o seu mundo. Sinta toda liberdade.
E quando a hora chegar, volta... O nosso amor está acima das coisas deste mundo.

Vai dizer que o tempo não parou naquele momento.
Eu espero por você o tempo que for,
Pra ficarmos juntos mais uma vez.

A música diz: “A nossa liberdade é o que nos prende.” A liberdade para a qual Cristo nos libertou nos prende às outras pessoas com quem convivemos. Ela nos apresenta um Deus de braços sempre abertos. Estamos ligados pelo amor de Deus que nos liberta para uma vida que dá gosto de ser vivida. Nesta liberdade somos responsáveis uns pelos outros, por amor. E amamos porque Deus nos amou primeiro.

Que possamos nos colocar à serviço da liberdade todos os dias, para que a escravidão dê lugar à vida e à relações de liberdade. Vamos fazer esse exercício e festejar cada sinal de liberdade.

 

P. Claus Martin Dreher
Colégio Evangélico Alberto Torres – Lajeado/RS
Rede Sinodal de Educação – IECLB