A ECOmigração – Cultivar e Guardar Estou entre as duas semanas de recesso na escola. Aproveito para limpar minha caixa postal eletrônica e surpreso vejo que há coisas vistas e esquecidas. Uma delas foi ver o testemunho de Sevem Suzuki, uma garota canadense quando no Brasil para a Conferência da ONU para o Meio Ambiente, realizada no Rio de Janeiro, de 3 a 14 de junho de 1992. Vale a pena rever. Seu testemunho é encontrado aqui e o texto aqui. Estamos em torno da data que lembra a imigração alemã no Brasil. Aqueles que vieram, apostaram seu futuro em poderem trabalhar abrindo um novo momento em suas vidas. Estes migrantes se espalharam, pelos seus descentes, por este imenso Brasil. Plantando, plantando e para poderem plantar mais abriram inúmeras clareiras, que em alguns lugares estão se tornando desertos. Interessante é ver as orientações do projeto elaborado para acolher estes migrantes em São Leopoldo. Nenhuma árvore deveria ser cortada até 50 metros das margens dos rios. Orientação esta dada antes de 1824. Mais interessante ainda é que esta orientação continua valendo ainda nos dias de hoje e continua sendo muito pouco cumprida. Daquele tempo até agora ainda não aprendemos a lição. Ouvir novamente o testemunho de Sevem Suzuki cria um mal estar muito grande. Todos nós sabemos exatamente o que precisa ser feito, seja com relação aos cuidados com os animais, plantas e pessoas. Mas de fato nada ou muito pouco fazemos. A responsabilidade por este mundo e por tudo que nele há nos foi repassada por Deus quando “tomou ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gênesis 2.15). A responsabilidade de cultivar e guardar não foi revogada e por isto, quando os adultos não cumprem com suas obrigações, Deus precisa fazer crianças falarem verdades (Salmo 8.2). Rogo que Deus não nos faça esquecer as coisas mais importantes e que ninguém mais precise testemunhar dizendo: “Meu pai sempre me disse ‘tu és aquilo que fazes e não aquilo que dizes’. Bem, o que vocês fazem, nos fazem chorar à noite. Vocês adultos dizem-nos que nos amam. Eu desafio-vos, por favor, façam as vossas ações refletirem as vossas palavras. Obrigada”. Pastor Raul Wagner
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