Dia internacional da Alfabetização
Conheci uma mulher admirável. Batalhadora, criou seus filhos sempre com dedicação e sempre os impulsionou a estudar muito. Ela, no entanto, não sabia escrever.
Ela lia, com muita dificuldade, muito devagar. Não conseguia ler, por exemplo, para onde ia o ônibus que se aproximava da parada e tinha que perguntar a alguém.
Ela também não escrevia, não conseguia construir palavras, não conseguia saber que letra vinha a seguir, para formar uma simples palavra.
Por ser semianalfabeta, nunca conseguiu empregos que pagassem bem. Não desistia de estimular os filhos a estudarem muito, com o desejo de que eles não enfrentassem as mesmas dificuldades que ela.
Quando chegou para trabalhar conosco, muito a estimulamos a voltar à escola. Incentivamos para que ela fosse numa escola de alfabetização de adultos. Ela de início não gostou da ideia, se achava meio velha para voltar a sentar numa classe. Insistimos e um dia então, fazendo contato com a professora, gostou da ideia e resolveu tentar aprender a escrever.
Jamais vou me esquecer quando depois de algum tempo ela veio me dizer: “- Pastora, estou conseguindo entender como se escreve! Agora eu posso fazer a lista do supermercado, posso ler rápido se é mesmo aquele o ônibus que quero pegar, não me enganam mais! Posso eu mesma escrever cartão de aniversário para minhas amigas. Ela tinha lágrimas nos olhos!
Alfabetizar é um ato de amor e um direito humano que nos torna pessoas independentes e que nos oportuniza a interpretar o papel principal na nossa vida com mais eficiência.
Pensa naquela professora ou professor que te alfabetizou e agradece a ela/ele se tiver a oportunidade.
Pastora Iára Müller – Faculdades EST
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