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Basquete feminino do Sinodal abrindo as portas para o mundo

Danielle Muniz e Mariana Lamperti.

Além de bons resultados nas competições em que participa – a última conquista foi no início de julho, quando sagrou-se campeão municipal de Porto Alegre - o basquete feminino do Sinodal vem oportunizando a revelação de grandes atletas do esporte, que ganham espaço em times no exterior. O mais recente exemplo é o da armadora do Colégio Sinodal, Mariana Borges Lamperti (1,78m), que embarca no dia 27 de julho para a cidade de Marshalltown, Iowa (EUA), onde passará os próximos dois anos jogando basquete e estudando química na Marshaltown Community College. Mariana conseguiu uma bolsa de estudos após enviar DVDs contendo jogos seus para o treinador Larry Roberts de Marshaltown.

Mas as atletas do Sinodal já não são novidades para Larry. Em 2000, ele contou com a pivô Larissa Kurylo (1,87m), que foi a primeira atleta do Sinodal a jogar basquete nos Estados Unidos. Larissa enviou vídeos para várias universidades e a de Marshalltown foi uma das que respondeu com mais entusiasmo, incentivando a atleta a estudar lá. Foi o início de um intercâmbio entre os treinadores do Sinodal, Leonardo Peçanha, e de Marshaltown.

Mariana irá fazer companhia a outra atleta do Sinodal, a armadora Amanda Capinos (1,61m), que foi selecionada em 2007 para jogar na mesma universidade. Mariana é hoje a atleta de basquete do Sinodal que conseguiu acumular o maior número de títulos em seus anos escolares. De 2002 a 2007, ela conseguiu a impressionante marca de ser oito vezes Campeã Estadual, três vezes Vice-Campeã Estadual, participou de quatro finais da ONASE (Olimpíada Nacional da Rede Sinodal) onde foi Campeã Infantil em 2003 e 2005, Vice-Campeã Infantil em 2004 e Vice-Campeã Infanto em 2007. Pela Seleção Gaúcha, foi Campeã Brasileira Juvenil - 1ª Divisão em 2007, foi Vice-Campeã Brasileira Juvenil - 1ª Divisão em 2006, e foi 3º lugar no Campeonato Brasileiro Infanto - Divisão Especial em 2005.

Longa estrada – Outra ex-atleta do Sinodal, já com muito destaque no exterior, é a pivô Danielle Fortunati Muniz (1,93m), que atuou na equipe do educandário nos anos 2000 e 2001. Nesse período, conquistou o 3º lugar no Campeonato Estadual e foi vice-campeã estadual no Juvenil. Em 2002, jogou um ano em Lages (SC), onde foi descoberta por um olheiro do time italiano do Parma. Foi convidada para fazer um teste na Itália e acabou mudando-se para lá em janeiro de 2003. Jogou na equipe Meverin Basket Parma e conquistou o título de campeã nacional na Divisão A2. No ano seguinte, foi contratada pela equipe Viarreggio, onde jogou durante todo o ano.

Em 2005, Danielle voltou para Porto Alegre e descobriu que seria realizada uma peneira por olheiros de universidades americanas em Florianópolis. De 30 atletas de todo o Brasil apenas três foram selecionadas: e Danielle foi uma delas. Ela ganhou uma bolsa de estudos para a Three Rivers Community College, na cidade de Poplar Bluff/Missouri. Em 2006, transferiu-se para a Harding University, na cidade de Searcy/ Arkansas. Atualmente, Danielle joga na William´s Baptist College, na cidade de Walnut Ridge/Arkansas, e é atleta número um em bloqueios e 5º lugar em rebotes no Campeonato NAIA, uma das divisões mais fortes dos Estados Unidos.

Leonardo Peçanha trabalha com as categorias de base do Sinodal desde 1997. Nesse período, aproximadamente 50 atletas atuaram em seleções gaúchas e brasileiras, em clubes de São Paulo e nos EUA. “Cada vez mais o basquete, aliado ao estudo, está abrindo as portas de um novo mundo para essas meninas. A experiência de vida que essas atletas ganham, quando estão morando fora do país, é enorme e vai ajudá-las para o resto da vida”, acredita. Para o técnico, os exemplos de atletas que começaram treinando no Colégio Sinodal, mostram a importância do incentivo e do investimento no esporte escolar.